terça-feira, 2 de setembro de 2008

Coração apertado

Tudo que uma criança quer é não mais que a companhia de sua mãe. Seja em qualquer lugar do mundo.
Segunda feira, Marina retornou às aulas. Foi difícil sua readaptação. Queria ir, porém com a condição que eu ficasse junto.
Por dois dias, a deixei aos prantos.
E gritos, "não mamãe, por favor, não vá embora. Me ajuda!!"
Ela chorava dentro da sala. E eu fora. Depois de alguns minutos ela parava e eu vinha embora. Mas passava todos os minutos do dia, até vê-la novamente, angustiada. Com o coração apertado.
Na primeira noite, dizia ao dormir "mamãe fica comigo!". Fui para sua cama e dormimos abraçadas.
Depois de quase dois meses em casa, a separação tem sido difícil. Fico aliviada em ver que não é só minha filha que chora. Tem sido difícil para todos, mães, filhos e professores. Espero que até a próxima semana todas as crianças estejam readaptadas.
No terceiro dia, levou suas bonequinhas para mostrar ao amiguinhos e ficou feliz. Me disse "bye bye mun" feliz. Bom, maior ainda foi minha felicidade, quando fui buscá-la, e ela continuava feliz! Segundo a teacher, passou o dia bem, alimentou-se, brincou... E repetiu várias vezes "mun is happy, mun is happy".
Hoje foi difícil tirá-la de casa. Pobrezinha está cansada. Tive que manter me firme e usar de toda psicologia para abraçá-la e levá-la ao carro. Há quem dirá, dê-lhe uns petelecos que já resolve. Com ela não. É esperta demais para aceitar tal modo autoritário. Enfim, chegamos à escola 10 horas da manhã, ela correu sentar-se em sua cadeira. Chegou para o "morning snack". Ao menos não chorou...
Daqui a pouco, vou levar minha irmã ao aeroporto. Sua temporada húngara acabou. Que pena. Tudo que é bom, passa tão rápido! (o clichê mais verdadeiro que conheço!) Mais um aperto no meu coração. Esta vida no exterior é muito solitária... Agora serei eu e Marina apenas. Só depois das 8 da noite, meu marido se junta à nossa família. E nesta hora, já estamos tão cansadas...

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