Ando sumida. Mas final de ano é assim mesmo. Very busy. Semana passada começamos com infecção de ouvida na Marina. Ela debutou em seu primeiro vidro de amoxilina. Como já começou a ser medicada no início, não sofreu muito. Aliás estava super bem disposta e não entendia porque não ia para sua tão amada escola. Só foi na quinta feira por meio período, pois tinha que ensaiar para a festinha de Natal do dia seguinte. E neste mesmo dia tivemos um grande evento: espetáculo do ballet quebra nozes na ópera de Budapeste. Marina debutou ao assistir seu primeiro ballet. E debutou novamente a ir a primeira vez a ópera de Budapeste. Imagino que seja a primeira e a última vez. Mas foi muito bem aproveitada. A apresentação foi lindíssima. Nem tenho palavras. A ópera mais linda ainda. Ficamos num balcão. Só faltou um vestido de baile e um binóculo dourado para me sentir uma dama do imperio austro-húngaro. Que exagero! Estava um frio de 5 graus e nós, como bons "europeus", caminhamos até uma pizzaria. E Marina foi uma grande debutante.
A festinha de Natal na turma foi uma graça. As crianças encenaram a história de livro infantil. "The Gingerbread Man". Tudo que é ensinado em sua classe é por meio de fábulas/histórias. Geralmente inglesas. Se tem algo que sentiremos saudades de Budapeste será da Happy kids.
Será que ando tão adaptada a vida húngara que já até perdi meu espírito crítico? Estou tão integrada ao cotidiano local que acho que estou ficando sem assunto. Espero que não. Deve ser o frio que congela meus neurônios. Ou não. Pois nem frio sinto mais. Cinco graus. Super agradável. Só sinto respirar o ar geladinho que, depois de algum de tempo de aquecimento, nos renova as energias. É sim, é agradável caminhar no frio. Claro que sem vento e chuva. Também as roupas certas fazem toda a diferença: primeiro o algodão, depois a malha polar e acima a jaqueta impermeável longa. O gorro e o cachecol não podem faltar. Nada de cachecol e gorros de tricôs que o frio passa pelos furinhos. E a roupa tem que ter sido comprada em lugares frios. Não me venham com aquele sobretudo de lã, que usamos uma vez por ano em Curitiba, que nem coça. Ou melhor usa-se, no máximo, até começo de novembro. Este ano até minha bota tem forro polar, tão quentinha. Mas não vejo mesmo a hora é de guardar tudo isto e vestir minhas havaianas daqui a 15 dias... Isto se São Pedro ajudar...
Vais sentir saudades do tempo hungaro,e não tera havainas para mudar isto!
ResponderExcluirAchei lindo o texto... Visualizei toda a cena... Até senti o friozinho no nariz... Só que não deu saudades do frio, não.
ResponderExcluirrisos...
Bom mesmo é ver o coitado do papai noel daqui morrendo de calor.
Bom Natal e boa viagem!
beijo carinhoso,
Flavia
ps.: obrigada pelas dicas.