sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Sexta feira preguiçosa

O dia amanheceu preguiçoso. Chuva e frio. (Prefiro sol e neve!) Depois de uma semana cheia, decidi que ficaríamos em casa. Marina estava cansada e eu com preguiça de subir as colinas. Eu, além de motorista e babá, tive minhas aulas de inglês. Também comecei a fazer pilates. Finalmente, consegui uma ginástica que me servisse em termos de horário e localização. É o progresso chegando. E espero que não esteja já de partida. A crise econômica mundial está pegando por aqui. Muitas empresas estão partindo. Os (poucos) empresários locais estão endividados pela taxa do euro. E a coitada da classe C que quase não tem chances, está sem rumo. Nunca vi uma sociedade que não gera emprego deste jeito. Tirando os estrangeiros, ninguém tem faxineira, jardineiro, etc. Mesmo quem pode se dar a este luxo. O húngaro é sovina demais. Tanta gente precisando trabalhar. Nesta terra é cada um por si e o governo por todos. É assim que pensam e esperam. Li que os indicadores na Hungria são os piores possíveis. Pelo menos, eles ainda tem ótimas escolas. E saúde, não é lá estas coisas...
Enquanto isto, os "skinheads" estão atacando. Outro dia mataram um atleta romeno. Motivo: ser romeno.
Voltando à aula de pilates, estou adorando. É ginástica do tempo antigo. Música ambiente, iluminação agradável e o professor não fica berrando no meu ouvido. Tudo muito trânquilo. E puxado. Fiquei doída. Hoje em dia parece que todo mundo é hiperativo. Acadêmia, shopping, Mac Donald's... Ninguém tem concentração pra ler um livro, um artigo. Todo mundo com pressa. Ai credo. Fiquei indignada com a Ivete Sangalo dizendo em entrevista ao Jornal Hoje que não gosta de ler. Que não consegue se concentrar. Nunca esperei grande intelectualidade dela. Mas também não precisa contar, né?! E nem o Jornal exibir. E nem eu assistir.
Bom, vamos encerrar nossa sexta feira no trabalho do "dad". Marina quer trabalhar um pouco.
Ah, meu orkut pifou. Não consigo acessar meu perfil. Sei lá o que aconteceu. Daqui a pouco vou começar a tremer por abstinência.
Bom, final de semana à todos.

5 comentários:

  1. Olá Maria Tereza
    Estou aqui retribuindo a sua visita no meu blog!
    Adorei o seu blog e sua história, li bastante seu blog e vc tem um jeito delicioso de escrever e contar sua vida! Eu não conheço Budapeste, só mesmo pelo livro homonimo do Chico Buarque. Imagino a dificuldade da lingua e da cultura! Aqui em Vienna ainda estou começando a sentir as diferenças, mas acredito que culturalmente não seja tão pesada a diferença quando é na Hungria...vou acompanhar vc pelo blog! temos duas coisas em comum pelo o que vi...moramos no leste Europeu e se eu tiver uma filha um dia ela se chamará Marina, com certeza, amo este nome!
    bjs

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  2. Oi Tê,
    Adorei o blog! Parabéns :)
    bjs

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  3. Maria Tereza, a Ivete SemGalo não tem tempo para ler: ganhar muito dinehiro acima de tudo, eh a meta dela.Eu li hoje no site do yahoo que a Hungria esta querendo entar no mercado comum europeu, e com crise tambem pode?

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  4. Vida nova...
    Obrigada! tbém gostei de seu blog e sua discrição sobre a despedida...
    As diferenças culturais nós vamos sentindo devagar. Estão nas coisas mais simples do dia a dia. Depois de quase 4 anos, ainda me surpreendo as vezes. É um conflito interno de valores que nos enriquece muito!
    E vale a pena ser vivido.
    Boa sorte...
    bjos

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  5. Fatima/Tamar,
    A hungria já está pertence a UE! Porém não integramente ainda, alguns quesitos exigidos ainda não foram atingidos. Como a moeda. E acredito que a crise atrasará mais ainda!

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