terça-feira, 10 de novembro de 2009

Brasil: o país da subjetividade

Tenho me deparado com algumas características que antes nunca havia percebido. O Brasil é o país da subjetividade. Tudo fica nas entrelhinhas. Ninguém lhe dá uma resposta direta. Sempre muito blá blá para pouca objetividade. Traduzindo, é a enrolação brasileira. Não existe respostas diretas sem antes uma explicação do tamanho de uma bonde. Ninguém consegue dizer apenas um "sim". O "não" então é mais difícil, as pessoas mentem mas não o dizem. Não tem coragem.  Como brasileiro adora ser o "cara bacana", simpático, prefere enrolar que ser curto e grosso como os europeus. Nem tanto céu nem tanta terra. Por outro lado, que gente prestativa, simpática. O oposto dos bufantes dos húngaros. Acreditem, mas eles bufam por tudo. Sem o menor pudor. Os porteiros aqui do prédio são super atenciosos, lembrei dos meus porteiros húngaros... teve um que ficou fumando, encostado na parede, me olhando colocar uma mala pesadíssima no porta malas do carro. Parecia que até se divertia olhando meu esforço. Eita povo sádico.
Com toda esta subjetividade, nada melhor que nossa casa.

Um comentário:

  1. Aqui na Italia o porteiro é uma coisa rara. Acho que em Cagliari sao poucos os prédio onde ainda ha um porteiro. Outro dia até saiu uma matéria sobre o assunto bno jornal La Reppublica

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