Hoje, assistindo uma entrevista com um médico sobre amamentação, fiquei indignada. Seus doutores, vamos parar de mentir para mulherada e ajudá-las de forma efetiva. Primeiro, que amamentar pode ser lindo, maravilhoso, mas dói. E dói muito. Machuca. É cansativo. E muitas vezes estressante. Segundo, que moralmente não há ajuda nenhuma. A pressão é enorme. Esta história que para amamentar tem que "querer", tem que ser " forte" e ter "paciência", é tudo blá blá blá que não ajuda em nada. Só atrapalha. Como se a mãe que não consegue fosse fraca, fresca e preguiçosa. Não é assim não. Toda mãe quer o melhor para seu filho e dá o melhor de si. Agora se não der, não deu. A criança não vai viver doente. Nem vai ter problemas de dicção. E tudo mais. E amamentar ou não, não serve de critério de avaliação desta mãe. Tem que avisar a gestante que ela vai precisar de ajuda, muita ajuda de terceiros, para conseguir passar o dia dando de mamá. Na Europa, a mulher escolhe se vai ou não amamentar. Pois como ela não tem ajuda nenhuma. De ninguém. E ainda casa a cuidar. Ela não pode se dar ao luxo de passar o dia todo sentada. E ninguém julga.
Longe de mim, falar mal do aleitamento. Mas peraí, né?! Que tal em vez deste discurso todo, os médicos apresentarem a tal pomada Lansinoh (se é que eles conhecem!) para suas pacientes?! Na Europa e nos Eua todo mundo usa. Sua função é cicatrização das mamas. Que tal, indicarem o uso das conchinhas também para o mesmo fim?! Vamos ser práticos, né?!E já que gostam tanto do trabalho da natureza para o aleitamento, que tal deixar a natureza cuidar do parto também. Daí não seria conveniente, pois atrapalharia suas agendas, né?!
Maria Tereza
ResponderExcluirconcordo absolutamente com tudo o que vc falou sobre amamentação. No meu primeiro filho tive muito leite e apesar dos problemas no começo da amamentação, foi tranquilo. Já da Mariana sempre tive pouco leite e comecei com complemento com 45 dias de vida dela. Essa história de que a mulher tem que ter parto normal, sem anestesia, sem episiotomia, amamentar independentemente dos problemas que surjam, pois somente assim ela se torna mãe de verdade, particularmente eu acho uma besteira enorme. É muito fácil falar, mas a realidade é bem diferente e diversa para cada mulher.
As vezes eu me irrito com determinados blogs que são radicais contra cesarea, mamadeira, etc. Isso porque tive 2 partos normais e o daqui (da Mariana) foi humanizado (diga-se sem anestesia e episiotomia). Mas enfim, cada cabeça uma sentença.
Quanto a sua pergunta sobre a papinha de cenoura, eu estou dando a industrializada. Não sei se em Budapeste tinha uma marca chamada Hipp, aqui é bem comum. Segundo o pediatra não é para dar nada feito em casa por causa de controle biológico que segundo ele nas papinhas prontas são mais confiáveis. Totalmente diferente do Brasil. Mas em breve quero começar a dar umas coisinhas feitas em casa, como caldinho de feijão para ela acostumar o paladar.
Bjs
Lu
Nossa, concordo com o que escreveu. Acho que e bem por aí. Tudo muito bom, tudo muito lindo, mas nada de assistência, não é mesmo? Eu mesma morro de medo de quando tiver que amamentar pq já ouvi história muito ruins sobre o sofrimento no início.
ResponderExcluirSabe que acho que é justamente isso, se querem que a natureza siga seu curso pq não fazer assim com o parto tb. Com certeza atrapalharia as agendas. Minha sobrinha nasceu na madrugada do dia 24 de dezembro, em um parto normal e humanizo e me diz, qual médico toparia isso? Nenhum. Com certeza inventariam milhares de coisas para agendar uma cesárea desnecessária. É fogo.
beijo beijo
Lu,eu comprava Hipp pra Marina. Era ótima. Ela adorava. A DM é um paraíso com os sucos e papinhas. Eu gostava dos potinhos de frutas.
ResponderExcluirPatricia, entrei em trabalho de parto da Marina dia 24 dez, claro que o médico já me mandou pro centro cirurgico de cara. E foi tão rápido que não consegui nem questionar. Tbém nesta situação, quem questionaria??? Segundo ele, o bb ainda estava alto...
Oi Maria Tereza!
ResponderExcluirConcordo com CADA LINHA do que tu escreveu! Nao tenho nem o que comentar, porque eu nao mudaria uma virgula. Tive pouquissimo leite, com quatro meses minha filha estava desmamada.Creio que essa pressao para amamentar como se fosse uma coisa 100% controlavel fazia eu me sentir uma perdedora, sabe? Porque eu queria MUITO amamentar, nao conseguia, era uma funcao. Simplesmente nao saia leite do seio! Mas...agora ja passou, minha filha cresceu e se desenvolveu muito bem com o NAN. Para o proximo bebe, vou no "sangue doce". Deu deu, nao deu nao vou chorar o (ou a falta de) leite derramado.
Beijao, Magali
p.s. AMEEEEI O TEU BLOG!
Obrigada Magali!!
ResponderExcluirEsta pressão pró amamentação é muito chata (insuportável!). Pra mim foi um alivio qndo minha filha começou a engordar com o NAN!!!
beijos