O que sabemos dos húngaros? Nada. Quase nada. Ou melhor, muito pouco!
Só os conhecemos da porta para fora de casa. Não sabemos nada sobre seus costumes diários.
E o pouco sabemos é o que observamos por alguns poucos exemplos: nossos vizinhos. Concluindo, como não devemos generalizar, conhecemos nada a respeito da cultura húngara.
O Flavio os conhece dentro da rotina do trabalho. Porém o europeu, de um modo geral, separa imensamente sua vida pessoal da profissional. Então o cara que se vê segunda feira não é o mesmo do sábado a tarde!
Mas esta distância em relação aos húngaros não é exclusiva nossa. Todos os estrangeiros vivem aquém da Hungria. E o grande "culpado" é, sem sombra de dúvida, o idioma. A maioria opta por não aprendê-lo ou começa e logo desiste. Chico Buarque tem razão quando diz que é uma língua tão difícil que até o diabo respeita! Brincadeiras a parte, mas até mesmo ler uma placa de rua é uma tarefa árdua. E é melhor se comunicar com mimicas do que arriscar o húngaro. Pois um som errado é suficiente para não sermos entendidos e levarmos uma bufada na cara.
Em contra partida cada vez mais se fala inglês por aqui. Claro que não tanto como países como Holanda, Alemanha. Mas muito mais que na França. E muito, muito mais que no Brasil. E assim, criou-se uma Budapeste para estrangeiros. Onde todos compram no mesmo mercado, consultam a mesma clínica médica e assim vai... Acreditem: no posto de gasolina, onde abasteço meu carro, o frentista fala inglês. Não sei se é fluente, mas fala o mínimo necessário para se comunicar com os clientes. Por estas e outras, vivemos tão distante da Hungria.
adoro teu blog. sinto saudades de um tempo que nao vivi.
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