Maria Tereza casada com Flavio, mãe da Marina, esperando o Felipe, irmã da Calú e da Clarissa, filha de Déa e do Sérgio, curitibana de pé vermelho. E agora depois de 4 anos de vida húngara estamos de volta à raízes... Curitiba!!
quarta-feira, 9 de março de 2011
Livros
Durante a vida húngara, eu li muito. Lia livros e mais livros. Nosso passatempo em casa eram os livros e a internet. Quando preparei a mudança, não pensei nos livros. Tanto a pensar que os livros foram esquecidos. Chegando lá, os livros fizeram muita falta. E encontrar brasilieros que leêm é quase como encontrar húngaros que sambam. Mas encontrei alguns. E assim conseguia ler, através de empréstimos. E quando alguém iria me visitar, qual era a encomenda? Livros e remédios. Quando vinha ao Brasil, deixava roupas para levar meus livrinhos. Eu não sentia falta de guaraná, coxinha ou bis. Apenas de livros. E assim, passei quatro anos lendo. Li muito. Li muito sobre a Hungria. Talvez eu saiba mais sobre a história húngara que brasileira. Então, pensei em falar um pouco dos livros húngaros ou sobre a Hungria. E digo, que a literatura húngara é riquissíma. Todos leêm por lá. Todos. E vão ao cinema. E sabem o que está acontecendo no mundo. E viajam. A felicidade do europeu é baseada na beleza da arquitetura, da literatura, da música, da culinária. Em ficar ao ar livre em dias de sol. Na liberdade. Na independência do carro. Das futilidades. E de bens de consumo que de nada servem. A felicidade na minha terra é baseada em consumo. E não vou falar disto que estou cansada. Vamos ficar na beleza dos livros...
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sempre gostei de ler, mas melhor meu "gosto" de leitura depois de mudar de país. Mas talvez não seja pela mudança em si... mas pelo meu proprio crescimento... O que é verdade é que essa cultura consumista no Brasil é horrível... durante as férias me senti varias vezes estrangeira no meu próprio pais...
ResponderExcluirNormal, tudo tem seu lado bom, e o outro lado.
beijos
Pois é Te, comigo se passou exatamente o mesmo nos meus 3 anos de Hungria. Me lembro inclusive de ter pego alguns livros emprestado com vc, se lembra? :) Qto à historia húngara, cai de cabeça tb e aproveitei para estudar um pouco mais sobre as guerras e os tratados. Vc tem razao, desde o principio, me surpreendi positivamente com o nivel cultural e intelectual das pessoas. Beijos
ResponderExcluirO meu conceito de felicidade está muito mais ligado ao europeu que ao americano (e sul americano), deve ser por isso que me sinto tão fora do ninho por aqui, mesmo tendo nascido e morado sempre aqui.
ResponderExcluirE livros, adoro, leio muito e sempre.
Beijos
Tereza, vc fez parte dos que liam! Lembra da luta por um livro?! aliás, vcs foram super importantes no nosso começo de vida húngara. Obrigada!
ResponderExcluireu tbém, Paloma, as vezes me sinto um peixe fora d´água.
bjos
Eh verdade, Tereza. Infelizmente eh verdade...
ResponderExcluirEu sempre li muito, tanto aqui quanto no Brasil. Teve uma epoca que andei em crise de abstinencia de livros em portugues e cheguei a entrar numa livraria e comprar o unico livro em portugues. Era um do Paulo Coelho (arg! arg!). Isso pra vc sentir como cheguei ao "fundo do poco".
Depois disso, prometi a mim mesma nunca mais ler esse tipo de coisa e passei a ler mais em ingles porque os livros sao mais faceis de achar. Ando agora enriquecendo a amazon, comprando cerca de 2 livros pro kindle por semana e mais uns de papel de vez em quando...rsrsrs