Passamos por momentos difíceis ontem! Poderiam ter sido mais fáceis se...
Marina tinha consultado o médico na quarta feira com diagnóstico de virose! Garganta sem infecação, porém vermelha. Saímos de lá com receitas para paracetamol supositório. Já que Marina insiste recusar remédios orais.
Sexta feira e nada de Marina melhorar. A febre já chegava a quase 41 graus! Telefonamos a médica que nos disse que é assim mesmo. E como estava fora de Budapeste, recomendou nos, se fosse uma emergência, levá-la ao hospital público. Oras, se não fosse emergência, estaríamos em Viena passeando! Traduzindo, não nos ajudou em nada. Podia ter receitado algo por telefone mesmo. Que tal um antibiótico?! Até eu que sou leiga, pensaria, se não melhorou, só piorou, a irritação de garganta deve ter se tornado uma infeccão. Sendo que a mãe está com dor de ouvido tomando antibióticos! Conclusão, chamamos uma emergência em casa. Pelo telefone, orientaram o pai a dar um banho frio na criança. E ele deu. Eu não tive coragem de ver! Na minha opinião, uma modo um pouco arcaico, mas que adiantou, baixou a febre. A médica chegou. Não falava nada de inglês. Pedi a vizinha que nos traduzisse a consulta. A médica era um tanto rude para o exame. Tão rude que Marina nem esperneou. Examinou cabeça, barriga. Pediu uma colher e com o cabo desta examinou a garganta da Marina. Nem viu direito e disse que a garganta estava cheia de pus. E receitou um antibiótico. Sabe aqueles médicos ruins que preferem exagerar na dose para liquidar qualquer coisa que o paciente tenha? Mais ou menos assim. Porém entre um anitbiótico exagerado e nossa filha ardendo em febre, optamos pela segunda opção. Segunda parte foi medicar a enjoada. Mas a seguramos e ela engoliu. Agora vai ser assim: ou toma por bem ou por mal.
Hoje ela acordou bem. Está comendo. Se tivesse com pus na garganta, não estaria. Mas continuo com o antibiótico. No Brasil pecam pelo excesso de antibióticos e aqui pela falta. Por que estas coisas acontecem nos feriados, quando a médica que confiamos está viajando?? Na próxima viagem ao Brasil, vou trazer antibióticos na mala.
Também somos apavorados. Pais de primeira viagem, num país estrangeiro, sem nehuma avó para dizer, "é assim mesmo, já passa". Marina mimada, cheia de nove horas, também como não a seria?! Se não fossemos apavorados... Se não fosse o feriado... Se não fosse os luxus de Marina... Se a médica fosse mais corajosa... Se pudéssemos comprar remédios sem receitas... se...se... se...
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